1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.
2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.
3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.
4. Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.
5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.
6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança.. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.
7. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.
8. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.
9. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.
10. A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de vista sexual.
11. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga fazer uso.. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões.. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.
12. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.
13. Homem não gosta quando a mulher vem perguntar: 'E aí, como foi o seu dia?'. O dia, para o homem, já foi, e ele só falará se tiver alguma coisa relevante. Não quer relembrar todos os fatos do dia..
14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.
15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.
16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.
17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.
18. Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas.
19. Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.
20. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.
21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.
22. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador'. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder. Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder. Pai tem que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora longe.
23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. Não há hierarquia. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos.. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.
24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.
25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.
26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Tem que controlar e ensinar a gastar.
Você não pode evitar que os problemas batam à sua porta, mas não há necessidade de oferecer-lhes uma cadeira"
(Joseph Joubert)
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Erva-Doce - Um Santo Remédio no Combate a Gripe H1N1- Gripe Suína
Erva-Doce no Combate a Gripe H1N1- Gripe Suína
A Erva-Doce um santo remédio, que a maioria das pessoas nada dão por ela.
O Professor Wagner Jardim diz que a erva-doce é muito mais que um remédinho caseiro para combater cólicas de bebês.
O anis estrelado é o extrato-base (75%) da produção do comprimido Tamiflu.
O anis estrelado, amplamente cultivado na China, é o extrato-base (75%), da produção do comprimido Tamiflu, da Roche (empresa do antigo Secretário de Defesa dos EUA Donald Runsfield).
Mas, como é um pouco difícil encontrar o anis estrelado aqui no Brasil, podemos usar o nosso anis mesmo - a Erva-Doce - pois esta erva possui as mesmas substâncias, ou seja, o mesmo princípio ativo do anis estrelado, e age como anti-inflamatória, sedativa da tosse, expectorante, digestiva, contra asma, diarréia, gases, cólicas, cãibras, náuseas, doenças da bexiga, gastrointestinais, etc...
Seu efeito é rápido no organismo e baixa um pouco a pressão, devendo ser feito o chá com apenas uma colher de café das sementes para cada 200ml de água, administrado uma a duas vezes dia, de preferência após uma refeição em que se tenha ingerido sal(melhor mesmo era não ingerir o sal).
Se você está lendo, ajude a divulgar o uso da erva-doce como preventivo do H1N1, ou mesmo como remédio a ser tomado imediatamente após os primeiros sintomas de gripe, pois seu princípio ativo poderá bloquear a reprodução do vírus e mesmo evitar seu maior contágio.
Porém, pouco ou nada adiantará utilizar a erva-doce após 36 horas do possível contágio pelo H1N1, pois a erva não terá mais força substancial para bloquear a propagação do vírus no sistema respiratório.
Efeitos colaterais: pequena sonolência nas 2 primeiras horas - evitar dirigir e/ou operar máquinas.
Obs:
- O uso da erva-doce é alternativo e poderá ser até eficaz, mas não substitui a assistência médica necessária;
- Muito menos os cuidados já anunciados em toda a mídia pelos médicos infectologistas;
- Donald Runsfield compra 90% da produção mundial do anis estrelado da China, desde 1997, quando surgiram os primeiros casos de gripe aviária H5N1 (uma das variáveis do H1N1)... seria por acaso???
Porém diariamente uma ou duas xícaras de chá de erva-doce poderá ajudar a prevenir a gripe H1N1 entre outras moléstias.
Faça bom uso da nossa querida Erva-Doce.
Prof. Wagner Jardim - Fitoterapeuta
A Erva-Doce um santo remédio, que a maioria das pessoas nada dão por ela.
O Professor Wagner Jardim diz que a erva-doce é muito mais que um remédinho caseiro para combater cólicas de bebês.
O anis estrelado é o extrato-base (75%) da produção do comprimido Tamiflu.
O anis estrelado, amplamente cultivado na China, é o extrato-base (75%), da produção do comprimido Tamiflu, da Roche (empresa do antigo Secretário de Defesa dos EUA Donald Runsfield).
Mas, como é um pouco difícil encontrar o anis estrelado aqui no Brasil, podemos usar o nosso anis mesmo - a Erva-Doce - pois esta erva possui as mesmas substâncias, ou seja, o mesmo princípio ativo do anis estrelado, e age como anti-inflamatória, sedativa da tosse, expectorante, digestiva, contra asma, diarréia, gases, cólicas, cãibras, náuseas, doenças da bexiga, gastrointestinais, etc...
Seu efeito é rápido no organismo e baixa um pouco a pressão, devendo ser feito o chá com apenas uma colher de café das sementes para cada 200ml de água, administrado uma a duas vezes dia, de preferência após uma refeição em que se tenha ingerido sal(melhor mesmo era não ingerir o sal).
Se você está lendo, ajude a divulgar o uso da erva-doce como preventivo do H1N1, ou mesmo como remédio a ser tomado imediatamente após os primeiros sintomas de gripe, pois seu princípio ativo poderá bloquear a reprodução do vírus e mesmo evitar seu maior contágio.
Porém, pouco ou nada adiantará utilizar a erva-doce após 36 horas do possível contágio pelo H1N1, pois a erva não terá mais força substancial para bloquear a propagação do vírus no sistema respiratório.
Efeitos colaterais: pequena sonolência nas 2 primeiras horas - evitar dirigir e/ou operar máquinas.
Obs:
- O uso da erva-doce é alternativo e poderá ser até eficaz, mas não substitui a assistência médica necessária;
- Muito menos os cuidados já anunciados em toda a mídia pelos médicos infectologistas;
- Donald Runsfield compra 90% da produção mundial do anis estrelado da China, desde 1997, quando surgiram os primeiros casos de gripe aviária H5N1 (uma das variáveis do H1N1)... seria por acaso???
Porém diariamente uma ou duas xícaras de chá de erva-doce poderá ajudar a prevenir a gripe H1N1 entre outras moléstias.
Faça bom uso da nossa querida Erva-Doce.
Prof. Wagner Jardim - Fitoterapeuta
quinta-feira, 30 de julho de 2009
A ÚLTIMA CARTA
A ÚLTIMA CARTA
Pelo Pai, Professor Wagner Rogério de Souza Jardim e por tudo aquilo que conquistei ou recebi das mãos do Senhor!
É assim porque tem que ser. Não há nenhum outro motivo para as coisas, é preciso que seja assim, não há como mudar, faz parte das coisas da vida. como o plim plim. “coisas da vida”.
Poucos de vocês saberão de onde ele é e o porquê de eu escolhe-lo, talvez nem eu saiba direito dessas coisas, mas aqui está, escrito com minhas palavras, minhas mãos, meu lápis – porque eu nunca consegui abandonar essa mania de grafite, não sei como se escrevem testamentos verdadeiros, na verdade, isso não é um testamento, é apenas uma carta aberta aos vivos, espero que estejam todos confortavelmente sentados e os que estão em pé, por favor me desculpem pela falta de espaço, escrita por mim hoje, na madrugada do dia tal do ano tal, sem nenhum conhecimento de quando minha morte vai chegar, apenas pela diversão de ter o que escrever, pobre daquele que sabe e vive com medo, vive apressado, vive sabendo, eu não sei de nada, nunca soube e nem quero saber de nada.
Todos sabem que o saber é o verdadeiro perigo do mundo, o conhecimento é a arma mais usada para a autodestruição. Espero chegar a idades mais avançadas que a atual, por incrível que pareça, eu quero envelhecer mais ainda e viver ainda mais as conseqüências da última grande piada da vida, isso não é apenas uma forma de expressão, mas sorrir ainda é o melhor da vida.
Espero que minha ex mulher esteja bem, se não estiver morta, se estiver morta estará melhor ainda. E sei muito bem que ela sabe o que fazer hoje, já que eu não posso guiá-los e entretê-los no meu funeral. Espero que meus filhos, os três, tenham netos, assim terei bisnetos ou tataranetos na época da minha morte, lembro do nascimento de todos, a menina nasceu no ano seguinte do nosso casamento, e nem estávamos em empregos estáveis e vivíamos uma vida mais ou menos confortável na casa de minha mãe, do jeito que pode parecer completamente entediante para boa parte das pessoas, especialmente os jovens que sempre acham que viver a vida é se arriscar todos os dias, mas que para mim – e espero eu para Ela também – foi a realização de um sonho. Não o casamento em si, mas o nascimento de um filho que toda mulher quer ser mãe um dia, eu eu pai por uma doze vezes, bem eu passei disso, consegui ultrapassar as minhas metas e sou feliz.
Pois o casamento em si, foi algo inesquecivelmente trágico, mas alegre ao mesmo tempo, cagadas de sogro e sogra, falatório de mãe e pai, coração apertado entre o ser feliz e as obrigações de um ato gostoso, prazeroso, mas impensado, irmãos enchendo o saco, mudando a data do casamento para ser o primeiro, mas lembro ainda hoje que o primeiro neto ou melhor neta a meus pais foi nos que demos.
Ela nasceu numa quarta feira, a minha filha mais velha desse relacionamento desastroso apesar de toda paixão, se não estiver errado ou com minhas lembranças e memórias fracas.
O obstetra foi muito bom, um dos poucos médicos na gestação com quem eu ainda mantive uma boa relação social e um dia antes dele dar alta para minha filha e sua mãe, pediu para que a fosse buscar com um carro confortável e ele se admirou quando cheguei na porta do hospital com meu galaxie amarelo areia de rodas meia tala, com uma discoteca interna, câmbio no assoalho e bancos dianteiros individuais e reclináveis, como diziam meus poucos mas verdadeiros amigos, um motel boate ambulante, para retirá-las e levar para casa, dei gargalhadas ao ver a cara do doutor, ao ver aquele carrão, aquela barca na porta do hospital e, disse: tu não pediu para vir com um carro confortável, tá bom esse, assim fomos para casa eu, ela, a mãe e a avó que nos acompanhou. Até fazia sol depois da chuva e era março. Ela veio fechando o verão. Foi o que alguns disseram, alguns são bregas e caem em clichês, mas eles não deixam de ser verdades. Depois do verão, como todos sabem, veio o outono, como estamos onde estamos – e espero morrer onde tanto pedi para morrer, senão tudo isso estará errado e meus planos falharam, abortar plano, abortar plano – outono não existe, nem primavera, e mal existe um inverno, existe a estação das chuvas e a estação do sol, ambas têm dias quentes e noites que entre medeiam o quente e o confortável, a menina saiu a cor da mãe, os olhos da mãe, já que era e é linda, o pai coitado. Era ela firme como uma rocha, gordinha, fofinha, com os olhos a procura de tudo como se entendesse ou quisesse conhecer tudo que estava a sua volta, rua, casas, automóveis, céus, ar, no caminho para casa no colo da avó, era como um diamante, brilhante, radiante, linda, forte e já fazendo força e forçando a cabeça para olhar ao redor ainda no colo da avó.
Dez messes depois, a menina linda e cabeluda a andar e falar pela casa, aproveitamos uma noite e eu e Ela pudéssemos relaxar e fizemos o menino, ele saiu depois de nove meses, auxiliada pelo mesmo obstreta que havia feito o primeiro parto, num dia de semana de sol no meio de dezembro, depois de horas de trabalho de parto angustiante assim como fora toda a sua gestação, era lindo como um raio de sol atravessando um prisma, ele parecia pegar o melhor de nós dois: era a cara da mãe e graças aos bons genes, quase nada ruim do pai, lembro dos dois crescendo belamente, das brigas estúpidas por causas bestas, pelo bife maior no prato de um ou de outro, pelas torradas que eram no entender deles mais para um que para outro. Lembro muito bem do dia em que a menina quase arrancou um pedaço do braço do menino com uma dentada e o mesmo ele fez com ela. Ambos choraram por toda a noite, ambos com a boca ensangüentada, braços machucados, foram colocados de castigo não por muito tempo. Dias depois disso eles se aproximaram, por mais incrível que pareça, tornaram-se amigos, aceitaram o fato de serem irmãos e continuaram brigando e se amando, ambos eram as vezes ruim, as vezes manhosos,carinhosos e espertos.
Lembro de quando conheci a mãe deles, ela estava num baile de carnaval, usava suas roupas branco e preto, um shortinho agarrado num par de coxas lindas e bronzeadas, um top também branco e preto que adornavam seus seios grandes e um chapéu côco também em preto e branco cobrindo uma escultura, aquela silhueta maravilhosa, eu a vi e pensei que jamais conseguiria dizer a ela o quanto: ela era a melhor visão que eu tive naquele verão, quase não falei isso, mas tomando coragem de não sei de onde, aproximei-me ao lado dela e tomei-lhe o chapéu e disse que não o devolveria, brinquei com ela e eu vestido de roupas comuns e até esquisitas para um carnaval, calça comprida de veludo, camisa e jaqueta tipo Don Diego de La Vega, a quem eu admirava, disse que ela era provavelmente a pessoa mais interessante daquele lugar e que eu adoraria conhecê-la e levamos alguns meses para começarmos a namorar e fizemos loucuras, loucuras de todos os tipos, até ela engravidar uma, duas, três, quatro vezes, aliás aquele dia de carnaval fazia um calor de rachar mamona, como se diz no interior. Acredito que nunca passei tanto tempo conhecendo uma pessoa e não a conheci. Isso foi há mais de 35 anos, mas lembro de como seu cabelo negro caiu sobre os seus olhos por um tempo e você teve que ajeitá-los para melhor me olhar nos olhos e foi aí que eu pensei: ok, acho que ela não deve achar que eu sou um maluco qualquer abordando-a, acho que ela realmente está ouvindo o que estou falando, falei pra você sobre o que eu fazia, o que estudei, onde comecei a trabalhar e essas coisas que você não sabia, você me falava das tuas coisas e começamos a nos conhecer naquela noite, foi bom, com o tempo, é claro, fomos nos conhecendo mais e mais, descobri teus medos e você os meus e nos dissemos coisas para afastar tais medos: “quando vier o despertar, é claro que eu protejo você.”; “sim sim, se você começar a ficar demente eu te ajudo a se matar.” nós sabíamos exatamente o que falar um para o outro, sabíamos que presentes dar, que frases escrever nas dedicatórias. quais nossos ficcionistas favoritos, as bandas favoritas, os poetas favoritos, musicas favoritas que hoje já não me lembro mais e, nem faço mais questão de lembrar, sabíamos de todas as besteiras que pouca gente consegue saber sobre seus parceiros mesmo depois de anos de casados e sabíamos dessas coisas antes mesmo de casar. Eu fiquei chocado por você não ter lido certas coisas e você ficou chocada por eu não ter lido outras e, juntos, lemos cada um suas coisas, formamos nossa biblioteca virtual, cada um com seu trabalho, ambos compartilhando as paixões, pelo visto apenas paixões, foi depois de seis meses namorando que eu escrevi poesias, versos, um pequeno discurso sobre como era maravilhoso estar com ela e sobre como era ela quem me dava esperanças para sustentar todas as minhas maiores vontades e torná-las realidade e, que não estar com ela era sentir medo, fraqueza, e meu corpo suava e esfriava, era ela quem trazia calor à minha vida e foi assim entre poesias, idas e vindas, despreparo, preparo, confusões e uma gravidez, inesperada, onde eu já tinha o saber que era mais uma paixão que amor e seu desespero que casamos. Até hoje apesar de todos os acontecimentos lembro-me de cada palavra que eu disse, de cada briga, mas nem eu não acredito nisso, lembro de quando a menina mãe passou no vestibular, começou estudar e depois veio a primeira separação, depois o retorno, depois a segunda e seu retorno, depois definitivamente separados. Antes disso mudamos de cidade tentando uma maneira de salvar um erro. Ela chorou como se tivesse perdido um pedaço da alma. Mas de nada adiantou, pois muda-se de quarteirão, rua, bairro, casa, cidade, estado,nada resolve, pois leva-se os problemas, os erros e acertos juntos, não dá para mudar o que se viveu e pronto.
Em oitenta e quatro veio outra gravidez, uma filha linda, assim se formou uma trinca de filhos lindos, entre o segundo e a terceira perdemos um filho, que nem chegou a nascer. Foi difícil, tempos difíceis aqueles, porém ainda que pela suas dificuldades foram belos, não sabíamos o que fazer com o peso daquela ausência. Os três dois filhos estam vivendo a vida como maiores de idade, responsáveis por si mesmos, noutras cidades, noutros estados, com outras pessoas ou não e seus filhos. E numa época dessas que o menino engravidou a mocinha com quem namorava e eu tenho hoje uma neta que não conheço, nem sei se vou conhecer e nem sei se ele conhece e depois se mudou para outra cidade e conheceu uma outra menina a quem também engravidou e me deu mais uma neta que só conheço pela net e ele é bravo comigo por que ainda não fui vê-la e nem sei se vou. O menino esta seguindo seus próprios passos com suas dificuldades ou não, só espero que seja feliz e estejam bem de saúde, a menina mais velha segue uma das carreira que já tive a de bancária e seus próprios passos ou de certa forma um dos meus como eu sempre disse para ela não fazer, mas ela puxou acredito que um pouco do meu temperamento e quando quis, quis realmente, é uma jovem esperta, inteligentíssima de verdade, assim como os outros dois filhos e disciplinada, além de ser bela a meu ver. Acredito que talvez a mãe foi a melhor ou a pior influência nessas horas, não sei ou sei, porque todos aqui sabem como eu sou indisciplinado e preguiçoso, ou era, vão mudando os tempos verbais para adaptar ao atual momento em que lêem a carta. A minha filha mais nova mora em outra cidade com seu marido e filhos, com os quais tive a oportunidade estar num sábado maravilhoso de julho no aeroporto de são paulo para revê-la e aproveitar para abraçá-la, bem como o meu neto mais velho que já conhecia e conhecer o meu neto mais novo dessa união que só o tinha visto pela net e fotos, para minha felicidade lá estava também minha filha mais velha com a qual já não falava a mais ou menos três anos, mas foi um reencontro emocionante com choros, abraços, beijos, amor e sem nenhuma ou quase nenhuma palavra por alguns minutos, mas com muita felicidade para meu coração.
Meu primeiro neto nasceu num dia de maio, filho da minha filha mais nova, eta criatura linda e amorosa até os dias de hoje. Minha nora pariu uma garota, que como já disse conheço por fotos e internet. Minha filha mais velha me deu um neto que só vi uma única vez e também por fotos na internet, como todos no orkut. Minha filha mais nova me deu um outro neto que só agora depois de três anos vim a conhecer, lindo e que me pareceu ser muito amoroso e é lindo também. Que fez o parto da minha filha mais velha não sei, nem da minha duas netas também não sei, mas já o primeiro filho de minha filha mais nova foi uma minha amiga enorme e tremenda médica, esposa de um amigão meu também médico e acredito que tenha feito o parto do meu segundo neto dessa filha. Diagnosticado um câncer eu ainda resisto ao tempo, se é que ele ainda resisti a mim, ou com o passar do tempo já tenha se tornado um amigo, um aliado. Acredito que tivemos sorte com as escolhas dos nossos filhos, nunca tivemos problemas com eles, a não ser prendê-lo uma vez, socar a sua cara outras vezes, bem como dar aquelas broncas que damos em nossos filhos vez ou outra e uns bons tapas, eu poderia falar sobre todos e falaria muito bem de cada um, apesar das circunstâncias, de apenas a nem todos conhecer. Eles têm meu carinho e meu respeito, depois das porradas e de algumas besteiras que fizeram, eu lembro de uma noite na cama com Ela, parece as vezes, apenas parece que foi há pouco tempo para mim, mas já vai aí uns bons anos, e que jamais se repetirão por hoje ser minha vontade que isso aconteça e talvez a dela também, a bem da verdade não me importaria de nunca mais a encontrar, nem mesmo falar com ela, pois, nada mais temos a ver um com o outro, a não ser o que nasceu desta relação que são nossos três filhos, e aqui tenho que realmente dar a mão a palmatória, e dizer nossos, pois as nossas crianças nasceram de nós, estávamos os dois deitados assistindo a um seriado bobinho que passava na televisão. Ela disse que nunca havia visto aquele seriado antes e eu lhe disse que ele havia sido cancelado quando eu tinha treze anos, não sei que canal resolveu desenterrar aqueles episódios, mas foi muito bom porque naquele dia Ela soube perfeitamente tudo sobre como eu queria que fosse hoje, e se vocês estão lendo a carta é porque ela não continuou me amando e nem respeitou as minhas vontades e nem eu as delas, pois nunca erramos sozinhos em uma relação a dois, alguém faz com ou sem permissão do outro, mas nós temos que assumir os erros que nos cabem ou a nossa cota de responsabilidade sobre os mesmos, eu disse a Ela que haveria Noel Rosa, Led Zeppelin, Pixinguinha, Tom, Vinicius, Toquinho, muito forró e muitos outros no meu funeral e Fernando Pessoa, não mais que uma hora seria sua duração, o tempo perfeito seria os onze minutos de In My Time of Dying, os três minutos é pouco, acredito, de Fita Amarela e o tempo de alguém, queria que alguém que me ame, possa recitar: Quando vier a primavera do Alberto Caeiro, meu heteronômio favorito do Pessoa, além, é claro, do tempo de ler a carta, mas a carta é a parte mais desnecessária de tudo isso, há pouco tive a iluminação, a noção de que a morte está pairando em minha vida desde quando passei da metade da expectativa de vida atual, eu não sonho com a imortalidade, seria bom, muito bom, mas eu sei que ela é impossível, quero ser, no entanto, lembrado, quero partir com a consciência de que construí algumas coisas boas, espero, olho para meus filhos e vejo que consegui, vejo meus netos sorrindo e brincando e sei que consegui, mas ainda há tempo para fazer mais, espero que entre o meu agora e o hoje de vocês e, que haja muito tempo para marcar muito mais e fazer muito mais do que fiz e para continuar sendo feliz assim do meu jeito no meu agora, no meu hoje, que assim só assim que sei viver.
Acredito que o pior de saber que eu vou morrer é a idéia de que a vida e ninguém não estará mais comigo, meus amigos, meus filhos, meus netos, bisnetos, tataranetos, sei que não sentirei mais nada, cessarei minha existência, mas pensar agora que alguma hora eu poderei não tê-la dói como doía a vida antes e as vezes dói depois também, não por amor ou amizade, mas talvez mais por vício, lembro de um dia ter visto um filme no cinema e alguém dizia como era bom ser jovem e sentir as dores da paixão, posso dizer, então, que nunca cresci e que a paixão sempre queimou em meu coração, fazendo doer sempre um pouquinho, o suficiente para saber que era aquela a dor que eu queria não parar de sentir, com a paixão dentro do meu coração eu me sinto uma criança andando na montanha russa, com a paixão eu ainda sinto as borboletas, que jamais entrarão em extinção, sinto a vontade louca de aparecer com centenas de balões coloridos na praça, sorrindo e perguntando se alguém está a fim de voar, quando estou perto das minhas paixões sei que todas as pequenas coisas, cada um dos gestinhos que faço, por menor que sejam, são compreendidos, quando estou com as minhas paixões ou amores eu sei que tudo vale a pena, e que não há nada de entediante em viver toda uma vida ao lado da pessoa que realmente se ama, mas sei também que é um inferno quando já não se tem mais o mesmo sentimento, já vivi esse filme várias vezes, essa carta é para agradecer por ter me dado tudo o que eu sou: pai, avô, amigo, já fui marido e voltei a ser também; para agradecê-la por ter aparecido na minha vida e aceitado entrar nela e depois saído, amigos, aqui está a mulher que fez uma vida inteira enquanto durou valer a pena. Hoje a uma nova mulher um novo amor em minha vida. Hoje Ela, essa nova mulher, essa nova vida é o verdadeiro significado da minha vida, do meu novo amor, da minha existência, da minha amizade, da minha paixão, mas ainda são os meus filhos a maior luz do meu caminho nessa vida. Hoje já não me importa mais o que dizem, o que falam, o que sentem por mim, mas, sim o que sinto por quem eu realmente considero amigo, filho, pai, mãe, cunhadas, cunhados, embora muita gente não me entenda ou não queiram entender e eu respeito isso, tenho as minhas convicções, meus princípios entre outras coisas que adquiri com meus ancestriais, com o tempo, com a vida, com os conhecimentos, que a maior importância na minha vida sou eu mesmo, o meu amor, a minha amizade, e a minha forma de amar, pois de mim mesmo, só quem conhece sou eu mesmo, o amor que sinto, o prazer, a felicidade esta dentro de mim, assim como o sangue, o oxigênio, a água e tudo mais corre em minhas entranhas, e com todo respeito a todos e principalmente à aqueles de mim nasceram Amo a todos do meu jeito, e além de mim só Deus talvez me conheça a ponto de me dizer, esse foi o ensinamento na terra que Eu passei a todos. Assim a Vocês meus Amores amo-os de todo coração do meu jeito, só do meu jeito, com carinho, generosidade, caridade e principalmente com o maior dos sentimentos a verdadeira Amizade. Beijos no coração de todos aqueles que um dia fizeram parte desta minha vida cheia de acertos, erros, glórias e aprendizado. A todos sem distinção, a todos mesmos, aos amigos, à aqueles que se sentem meus inimigos, que me respeitam ou não, aqueles que respeito ou não, o meu sentimento é o mesmo. Vida longa a Amizade e ao Amor.
Agradecido pela atenção, do Filho, Pai, Tio, Sobrinho, Aluno, Professor, Palestrante, Palestrado, Pedagogo, Psicopedagogo, Terapeuta Wagner Rogério de Souza Jardim
Pelo Pai, Professor Wagner Rogério de Souza Jardim e por tudo aquilo que conquistei ou recebi das mãos do Senhor!
É assim porque tem que ser. Não há nenhum outro motivo para as coisas, é preciso que seja assim, não há como mudar, faz parte das coisas da vida. como o plim plim. “coisas da vida”.
Poucos de vocês saberão de onde ele é e o porquê de eu escolhe-lo, talvez nem eu saiba direito dessas coisas, mas aqui está, escrito com minhas palavras, minhas mãos, meu lápis – porque eu nunca consegui abandonar essa mania de grafite, não sei como se escrevem testamentos verdadeiros, na verdade, isso não é um testamento, é apenas uma carta aberta aos vivos, espero que estejam todos confortavelmente sentados e os que estão em pé, por favor me desculpem pela falta de espaço, escrita por mim hoje, na madrugada do dia tal do ano tal, sem nenhum conhecimento de quando minha morte vai chegar, apenas pela diversão de ter o que escrever, pobre daquele que sabe e vive com medo, vive apressado, vive sabendo, eu não sei de nada, nunca soube e nem quero saber de nada.
Todos sabem que o saber é o verdadeiro perigo do mundo, o conhecimento é a arma mais usada para a autodestruição. Espero chegar a idades mais avançadas que a atual, por incrível que pareça, eu quero envelhecer mais ainda e viver ainda mais as conseqüências da última grande piada da vida, isso não é apenas uma forma de expressão, mas sorrir ainda é o melhor da vida.
Espero que minha ex mulher esteja bem, se não estiver morta, se estiver morta estará melhor ainda. E sei muito bem que ela sabe o que fazer hoje, já que eu não posso guiá-los e entretê-los no meu funeral. Espero que meus filhos, os três, tenham netos, assim terei bisnetos ou tataranetos na época da minha morte, lembro do nascimento de todos, a menina nasceu no ano seguinte do nosso casamento, e nem estávamos em empregos estáveis e vivíamos uma vida mais ou menos confortável na casa de minha mãe, do jeito que pode parecer completamente entediante para boa parte das pessoas, especialmente os jovens que sempre acham que viver a vida é se arriscar todos os dias, mas que para mim – e espero eu para Ela também – foi a realização de um sonho. Não o casamento em si, mas o nascimento de um filho que toda mulher quer ser mãe um dia, eu eu pai por uma doze vezes, bem eu passei disso, consegui ultrapassar as minhas metas e sou feliz.
Pois o casamento em si, foi algo inesquecivelmente trágico, mas alegre ao mesmo tempo, cagadas de sogro e sogra, falatório de mãe e pai, coração apertado entre o ser feliz e as obrigações de um ato gostoso, prazeroso, mas impensado, irmãos enchendo o saco, mudando a data do casamento para ser o primeiro, mas lembro ainda hoje que o primeiro neto ou melhor neta a meus pais foi nos que demos.
Ela nasceu numa quarta feira, a minha filha mais velha desse relacionamento desastroso apesar de toda paixão, se não estiver errado ou com minhas lembranças e memórias fracas.
O obstetra foi muito bom, um dos poucos médicos na gestação com quem eu ainda mantive uma boa relação social e um dia antes dele dar alta para minha filha e sua mãe, pediu para que a fosse buscar com um carro confortável e ele se admirou quando cheguei na porta do hospital com meu galaxie amarelo areia de rodas meia tala, com uma discoteca interna, câmbio no assoalho e bancos dianteiros individuais e reclináveis, como diziam meus poucos mas verdadeiros amigos, um motel boate ambulante, para retirá-las e levar para casa, dei gargalhadas ao ver a cara do doutor, ao ver aquele carrão, aquela barca na porta do hospital e, disse: tu não pediu para vir com um carro confortável, tá bom esse, assim fomos para casa eu, ela, a mãe e a avó que nos acompanhou. Até fazia sol depois da chuva e era março. Ela veio fechando o verão. Foi o que alguns disseram, alguns são bregas e caem em clichês, mas eles não deixam de ser verdades. Depois do verão, como todos sabem, veio o outono, como estamos onde estamos – e espero morrer onde tanto pedi para morrer, senão tudo isso estará errado e meus planos falharam, abortar plano, abortar plano – outono não existe, nem primavera, e mal existe um inverno, existe a estação das chuvas e a estação do sol, ambas têm dias quentes e noites que entre medeiam o quente e o confortável, a menina saiu a cor da mãe, os olhos da mãe, já que era e é linda, o pai coitado. Era ela firme como uma rocha, gordinha, fofinha, com os olhos a procura de tudo como se entendesse ou quisesse conhecer tudo que estava a sua volta, rua, casas, automóveis, céus, ar, no caminho para casa no colo da avó, era como um diamante, brilhante, radiante, linda, forte e já fazendo força e forçando a cabeça para olhar ao redor ainda no colo da avó.
Dez messes depois, a menina linda e cabeluda a andar e falar pela casa, aproveitamos uma noite e eu e Ela pudéssemos relaxar e fizemos o menino, ele saiu depois de nove meses, auxiliada pelo mesmo obstreta que havia feito o primeiro parto, num dia de semana de sol no meio de dezembro, depois de horas de trabalho de parto angustiante assim como fora toda a sua gestação, era lindo como um raio de sol atravessando um prisma, ele parecia pegar o melhor de nós dois: era a cara da mãe e graças aos bons genes, quase nada ruim do pai, lembro dos dois crescendo belamente, das brigas estúpidas por causas bestas, pelo bife maior no prato de um ou de outro, pelas torradas que eram no entender deles mais para um que para outro. Lembro muito bem do dia em que a menina quase arrancou um pedaço do braço do menino com uma dentada e o mesmo ele fez com ela. Ambos choraram por toda a noite, ambos com a boca ensangüentada, braços machucados, foram colocados de castigo não por muito tempo. Dias depois disso eles se aproximaram, por mais incrível que pareça, tornaram-se amigos, aceitaram o fato de serem irmãos e continuaram brigando e se amando, ambos eram as vezes ruim, as vezes manhosos,carinhosos e espertos.
Lembro de quando conheci a mãe deles, ela estava num baile de carnaval, usava suas roupas branco e preto, um shortinho agarrado num par de coxas lindas e bronzeadas, um top também branco e preto que adornavam seus seios grandes e um chapéu côco também em preto e branco cobrindo uma escultura, aquela silhueta maravilhosa, eu a vi e pensei que jamais conseguiria dizer a ela o quanto: ela era a melhor visão que eu tive naquele verão, quase não falei isso, mas tomando coragem de não sei de onde, aproximei-me ao lado dela e tomei-lhe o chapéu e disse que não o devolveria, brinquei com ela e eu vestido de roupas comuns e até esquisitas para um carnaval, calça comprida de veludo, camisa e jaqueta tipo Don Diego de La Vega, a quem eu admirava, disse que ela era provavelmente a pessoa mais interessante daquele lugar e que eu adoraria conhecê-la e levamos alguns meses para começarmos a namorar e fizemos loucuras, loucuras de todos os tipos, até ela engravidar uma, duas, três, quatro vezes, aliás aquele dia de carnaval fazia um calor de rachar mamona, como se diz no interior. Acredito que nunca passei tanto tempo conhecendo uma pessoa e não a conheci. Isso foi há mais de 35 anos, mas lembro de como seu cabelo negro caiu sobre os seus olhos por um tempo e você teve que ajeitá-los para melhor me olhar nos olhos e foi aí que eu pensei: ok, acho que ela não deve achar que eu sou um maluco qualquer abordando-a, acho que ela realmente está ouvindo o que estou falando, falei pra você sobre o que eu fazia, o que estudei, onde comecei a trabalhar e essas coisas que você não sabia, você me falava das tuas coisas e começamos a nos conhecer naquela noite, foi bom, com o tempo, é claro, fomos nos conhecendo mais e mais, descobri teus medos e você os meus e nos dissemos coisas para afastar tais medos: “quando vier o despertar, é claro que eu protejo você.”; “sim sim, se você começar a ficar demente eu te ajudo a se matar.” nós sabíamos exatamente o que falar um para o outro, sabíamos que presentes dar, que frases escrever nas dedicatórias. quais nossos ficcionistas favoritos, as bandas favoritas, os poetas favoritos, musicas favoritas que hoje já não me lembro mais e, nem faço mais questão de lembrar, sabíamos de todas as besteiras que pouca gente consegue saber sobre seus parceiros mesmo depois de anos de casados e sabíamos dessas coisas antes mesmo de casar. Eu fiquei chocado por você não ter lido certas coisas e você ficou chocada por eu não ter lido outras e, juntos, lemos cada um suas coisas, formamos nossa biblioteca virtual, cada um com seu trabalho, ambos compartilhando as paixões, pelo visto apenas paixões, foi depois de seis meses namorando que eu escrevi poesias, versos, um pequeno discurso sobre como era maravilhoso estar com ela e sobre como era ela quem me dava esperanças para sustentar todas as minhas maiores vontades e torná-las realidade e, que não estar com ela era sentir medo, fraqueza, e meu corpo suava e esfriava, era ela quem trazia calor à minha vida e foi assim entre poesias, idas e vindas, despreparo, preparo, confusões e uma gravidez, inesperada, onde eu já tinha o saber que era mais uma paixão que amor e seu desespero que casamos. Até hoje apesar de todos os acontecimentos lembro-me de cada palavra que eu disse, de cada briga, mas nem eu não acredito nisso, lembro de quando a menina mãe passou no vestibular, começou estudar e depois veio a primeira separação, depois o retorno, depois a segunda e seu retorno, depois definitivamente separados. Antes disso mudamos de cidade tentando uma maneira de salvar um erro. Ela chorou como se tivesse perdido um pedaço da alma. Mas de nada adiantou, pois muda-se de quarteirão, rua, bairro, casa, cidade, estado,nada resolve, pois leva-se os problemas, os erros e acertos juntos, não dá para mudar o que se viveu e pronto.
Em oitenta e quatro veio outra gravidez, uma filha linda, assim se formou uma trinca de filhos lindos, entre o segundo e a terceira perdemos um filho, que nem chegou a nascer. Foi difícil, tempos difíceis aqueles, porém ainda que pela suas dificuldades foram belos, não sabíamos o que fazer com o peso daquela ausência. Os três dois filhos estam vivendo a vida como maiores de idade, responsáveis por si mesmos, noutras cidades, noutros estados, com outras pessoas ou não e seus filhos. E numa época dessas que o menino engravidou a mocinha com quem namorava e eu tenho hoje uma neta que não conheço, nem sei se vou conhecer e nem sei se ele conhece e depois se mudou para outra cidade e conheceu uma outra menina a quem também engravidou e me deu mais uma neta que só conheço pela net e ele é bravo comigo por que ainda não fui vê-la e nem sei se vou. O menino esta seguindo seus próprios passos com suas dificuldades ou não, só espero que seja feliz e estejam bem de saúde, a menina mais velha segue uma das carreira que já tive a de bancária e seus próprios passos ou de certa forma um dos meus como eu sempre disse para ela não fazer, mas ela puxou acredito que um pouco do meu temperamento e quando quis, quis realmente, é uma jovem esperta, inteligentíssima de verdade, assim como os outros dois filhos e disciplinada, além de ser bela a meu ver. Acredito que talvez a mãe foi a melhor ou a pior influência nessas horas, não sei ou sei, porque todos aqui sabem como eu sou indisciplinado e preguiçoso, ou era, vão mudando os tempos verbais para adaptar ao atual momento em que lêem a carta. A minha filha mais nova mora em outra cidade com seu marido e filhos, com os quais tive a oportunidade estar num sábado maravilhoso de julho no aeroporto de são paulo para revê-la e aproveitar para abraçá-la, bem como o meu neto mais velho que já conhecia e conhecer o meu neto mais novo dessa união que só o tinha visto pela net e fotos, para minha felicidade lá estava também minha filha mais velha com a qual já não falava a mais ou menos três anos, mas foi um reencontro emocionante com choros, abraços, beijos, amor e sem nenhuma ou quase nenhuma palavra por alguns minutos, mas com muita felicidade para meu coração.
Meu primeiro neto nasceu num dia de maio, filho da minha filha mais nova, eta criatura linda e amorosa até os dias de hoje. Minha nora pariu uma garota, que como já disse conheço por fotos e internet. Minha filha mais velha me deu um neto que só vi uma única vez e também por fotos na internet, como todos no orkut. Minha filha mais nova me deu um outro neto que só agora depois de três anos vim a conhecer, lindo e que me pareceu ser muito amoroso e é lindo também. Que fez o parto da minha filha mais velha não sei, nem da minha duas netas também não sei, mas já o primeiro filho de minha filha mais nova foi uma minha amiga enorme e tremenda médica, esposa de um amigão meu também médico e acredito que tenha feito o parto do meu segundo neto dessa filha. Diagnosticado um câncer eu ainda resisto ao tempo, se é que ele ainda resisti a mim, ou com o passar do tempo já tenha se tornado um amigo, um aliado. Acredito que tivemos sorte com as escolhas dos nossos filhos, nunca tivemos problemas com eles, a não ser prendê-lo uma vez, socar a sua cara outras vezes, bem como dar aquelas broncas que damos em nossos filhos vez ou outra e uns bons tapas, eu poderia falar sobre todos e falaria muito bem de cada um, apesar das circunstâncias, de apenas a nem todos conhecer. Eles têm meu carinho e meu respeito, depois das porradas e de algumas besteiras que fizeram, eu lembro de uma noite na cama com Ela, parece as vezes, apenas parece que foi há pouco tempo para mim, mas já vai aí uns bons anos, e que jamais se repetirão por hoje ser minha vontade que isso aconteça e talvez a dela também, a bem da verdade não me importaria de nunca mais a encontrar, nem mesmo falar com ela, pois, nada mais temos a ver um com o outro, a não ser o que nasceu desta relação que são nossos três filhos, e aqui tenho que realmente dar a mão a palmatória, e dizer nossos, pois as nossas crianças nasceram de nós, estávamos os dois deitados assistindo a um seriado bobinho que passava na televisão. Ela disse que nunca havia visto aquele seriado antes e eu lhe disse que ele havia sido cancelado quando eu tinha treze anos, não sei que canal resolveu desenterrar aqueles episódios, mas foi muito bom porque naquele dia Ela soube perfeitamente tudo sobre como eu queria que fosse hoje, e se vocês estão lendo a carta é porque ela não continuou me amando e nem respeitou as minhas vontades e nem eu as delas, pois nunca erramos sozinhos em uma relação a dois, alguém faz com ou sem permissão do outro, mas nós temos que assumir os erros que nos cabem ou a nossa cota de responsabilidade sobre os mesmos, eu disse a Ela que haveria Noel Rosa, Led Zeppelin, Pixinguinha, Tom, Vinicius, Toquinho, muito forró e muitos outros no meu funeral e Fernando Pessoa, não mais que uma hora seria sua duração, o tempo perfeito seria os onze minutos de In My Time of Dying, os três minutos é pouco, acredito, de Fita Amarela e o tempo de alguém, queria que alguém que me ame, possa recitar: Quando vier a primavera do Alberto Caeiro, meu heteronômio favorito do Pessoa, além, é claro, do tempo de ler a carta, mas a carta é a parte mais desnecessária de tudo isso, há pouco tive a iluminação, a noção de que a morte está pairando em minha vida desde quando passei da metade da expectativa de vida atual, eu não sonho com a imortalidade, seria bom, muito bom, mas eu sei que ela é impossível, quero ser, no entanto, lembrado, quero partir com a consciência de que construí algumas coisas boas, espero, olho para meus filhos e vejo que consegui, vejo meus netos sorrindo e brincando e sei que consegui, mas ainda há tempo para fazer mais, espero que entre o meu agora e o hoje de vocês e, que haja muito tempo para marcar muito mais e fazer muito mais do que fiz e para continuar sendo feliz assim do meu jeito no meu agora, no meu hoje, que assim só assim que sei viver.
Acredito que o pior de saber que eu vou morrer é a idéia de que a vida e ninguém não estará mais comigo, meus amigos, meus filhos, meus netos, bisnetos, tataranetos, sei que não sentirei mais nada, cessarei minha existência, mas pensar agora que alguma hora eu poderei não tê-la dói como doía a vida antes e as vezes dói depois também, não por amor ou amizade, mas talvez mais por vício, lembro de um dia ter visto um filme no cinema e alguém dizia como era bom ser jovem e sentir as dores da paixão, posso dizer, então, que nunca cresci e que a paixão sempre queimou em meu coração, fazendo doer sempre um pouquinho, o suficiente para saber que era aquela a dor que eu queria não parar de sentir, com a paixão dentro do meu coração eu me sinto uma criança andando na montanha russa, com a paixão eu ainda sinto as borboletas, que jamais entrarão em extinção, sinto a vontade louca de aparecer com centenas de balões coloridos na praça, sorrindo e perguntando se alguém está a fim de voar, quando estou perto das minhas paixões sei que todas as pequenas coisas, cada um dos gestinhos que faço, por menor que sejam, são compreendidos, quando estou com as minhas paixões ou amores eu sei que tudo vale a pena, e que não há nada de entediante em viver toda uma vida ao lado da pessoa que realmente se ama, mas sei também que é um inferno quando já não se tem mais o mesmo sentimento, já vivi esse filme várias vezes, essa carta é para agradecer por ter me dado tudo o que eu sou: pai, avô, amigo, já fui marido e voltei a ser também; para agradecê-la por ter aparecido na minha vida e aceitado entrar nela e depois saído, amigos, aqui está a mulher que fez uma vida inteira enquanto durou valer a pena. Hoje a uma nova mulher um novo amor em minha vida. Hoje Ela, essa nova mulher, essa nova vida é o verdadeiro significado da minha vida, do meu novo amor, da minha existência, da minha amizade, da minha paixão, mas ainda são os meus filhos a maior luz do meu caminho nessa vida. Hoje já não me importa mais o que dizem, o que falam, o que sentem por mim, mas, sim o que sinto por quem eu realmente considero amigo, filho, pai, mãe, cunhadas, cunhados, embora muita gente não me entenda ou não queiram entender e eu respeito isso, tenho as minhas convicções, meus princípios entre outras coisas que adquiri com meus ancestriais, com o tempo, com a vida, com os conhecimentos, que a maior importância na minha vida sou eu mesmo, o meu amor, a minha amizade, e a minha forma de amar, pois de mim mesmo, só quem conhece sou eu mesmo, o amor que sinto, o prazer, a felicidade esta dentro de mim, assim como o sangue, o oxigênio, a água e tudo mais corre em minhas entranhas, e com todo respeito a todos e principalmente à aqueles de mim nasceram Amo a todos do meu jeito, e além de mim só Deus talvez me conheça a ponto de me dizer, esse foi o ensinamento na terra que Eu passei a todos. Assim a Vocês meus Amores amo-os de todo coração do meu jeito, só do meu jeito, com carinho, generosidade, caridade e principalmente com o maior dos sentimentos a verdadeira Amizade. Beijos no coração de todos aqueles que um dia fizeram parte desta minha vida cheia de acertos, erros, glórias e aprendizado. A todos sem distinção, a todos mesmos, aos amigos, à aqueles que se sentem meus inimigos, que me respeitam ou não, aqueles que respeito ou não, o meu sentimento é o mesmo. Vida longa a Amizade e ao Amor.
Agradecido pela atenção, do Filho, Pai, Tio, Sobrinho, Aluno, Professor, Palestrante, Palestrado, Pedagogo, Psicopedagogo, Terapeuta Wagner Rogério de Souza Jardim
segunda-feira, 29 de junho de 2009
A NATUREZA DOS VALORES PELO PROFESSOR, PALESTRANTE E ESCRITOR WAGNER JARDIM

Os Psicólogos empregam termos "valores e atitudes" principalmente em relação ao estudo do ser humano, atitudes e valores são construções hipotéticas, não podem ser observadas diretamente, as atitudes podem ser inferidas por seus efeitos, sobre os atos, os comportamentos, que são observáveis.
Não podemos observar a temperatura, mas ela pode ser inferida a partir de seus efeitos, ; altas temperaturas derretem objetos, queimam os dedos, baixas temperaturas congelam líquidos, condensam gases.
podemos então definir atitude como uma predisposição duradoura para pensar, sentir, perceber e agir, de maneira favorável ou não em relação a um objeto, uma idéia ou uma pessoa.
Em psicologia, o termo atitude é sempre empregado com referência a alguma coisa. Nas faz sentido dizer que alguém tem uma atitude positiva. É necessário especificar "atitude a respeito de que".
Segundo Allport, Valor é uma crença em que o ser humano se baseia para atuar por preferência.
Portanto a distinção frequente entre esses dois conceitos é que os valores ocupam uma posição mais central que as atitudes.
Convido cada um para examinar alguns de seus valores e observar como a atitude em relação a uma pessoa, objeto ou idéia, decorre deles.
Se atribuímos elevado valor à honestidade, adotamos uma atitude negativa em relação a um ser humano que conta istemáticamente mentiras, ou à políticos corruptos; se conferimos grande valor a justiça, votaremos em políticos que atuem na defesa dos direitos humanos.
Segundo Rokesch e Allport, o ser humano pode atuar e não somente reagir, como afirma Skinner, o ser humano elabora um sistema de valores, que são medidas pelas quais ele organiza o meio social; as atitudes seriam as manifestações desta ordenação; nossas atitudes decorrem do nosso sistema de valores.
Sustentamos sempre nossos valores de forma absoluta. Não acreditamos em pouca ou muita liberdade; acreditamos e nos empenhamos em sua completa realização. A razão para essa crença total nos valores talvez seja e esteja ligada ao fato de nos concebermos como padrões de comportamento; podemos falar de vários graus de atitudes positivas ou negativas, duas pessoas podem atribuir análogo valor ao "poder", mas a medida em que cada uma delas se empenhará para realizar esse valor pode ser diferente em intensidade. Mas podemos dizer que um valor determina a atitude e o comportamento subsequente.
Uma atitude positiva em relação ao negro pode estar associada a pessoas que atribuem alto valor a "igualdade e liberdade"; em decorrência seu comportamento com relação ao ser humano negro será natural e espontâneo.
A NATUREZA DAS ATITUDES PELO PROFESSOR, ESCRITOR E PALESTRANTE WAGNER JARDIM

Se um indivíduo tem uma atitude positiva em relação a seus pais, isto é considerado pelos psicológos uma disposição para sentir, pensar e estar inclinado a agir de modo positivo em relação a eles. Sustentam eles que cada indivíduo possui um componente cognitivo(crenças e idéias), um componente afetivo (sentimentos e valores) e um componente conativo (tendências comportamentais). Assim está estabelecida; a guerra (cognitivo: o que ela é)é má (expressão de sentimento emocional) e portanto deve ser evitada (ação: não a faremos).
O valor negativo conta, e é chamado comumente de contra valor, no caso, a guerra seria um contra valor, e a paz um valor absoluto.
A correspondência perfeita entre uma atitude singular e um ato específico só raramente acontece; a coerência entre o pensar, sentir e agir é extremamente difícil; as pessoas podem dizer que não rejeitarão um membro de um grupo minoritário ou que comparecerão a uma reunião importante desse grupo, por que são socialmente desejáveis; mas não agirão necessariamente de acordo com o que dizem.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Atitudes, Valores e Motivação pelo Palestrante, Prof. e Escritor Wagner Jardim

No comportamento dos seres humanos, as atitudes, os valores e a motivação são partes de um mesmo processo; desde o começo do século XX, os psicólogos concordam que o comportamento humano é intencional e dirigido para uma finalidade.
assim sendo estudando o comportamento humano, podemos chegar a conclusão de que ele é sempre motivado na direção de satisfazer uma necessidade; uma pessoa é motivada a alcançar determinado objetivo por possuir internamente a necessidade de alcançá-lo.
Assim Maslow identificou cinco necessidades fundamentais e as dispôs numa hierarquia.
5- Das Necessidades de Auto-Realização
4- De Respeito e Reconhecimento
3- De Aceitação e Afeto
2- Da Necessidade de Segurança
1- Das Necessidades Fisiológicas
Maslow afirma que, se uma pessoa for totalmente carente, ela seria dominada por suas necessidades de subsistência(fome, etc...)as outras necessidades seriam reprimidas ou desapareceriam.
As necessidades fisiológicas e de segurança estão centradas no indivíduo; uma vez satisfeitas, aparecem as necessidades sociais.
Muitas vezes a segurança física não se revela tão importante quanto a segurança psicológica (a sensação de estar protegido de males e danos, sentimento de segurança no trabalho, na moradia e etc....)
Da aceitação e afeto nesse terceiro estágio o individuo é motivado para assegurar seu lugar num determinado grupo, com a gratificação do sentimento de perceber a ele, bem como construir relações emocionais íntimas com os demais, a dar e receber amor.
Maslow denominou a necessidade de respeito o conjunto de necessidades de auto-respeito e avaliação de si mesmo, como também o respeito e consideração por parte dos outros. Esse conjunto foi subdividido em dois: primeiro há a necessidade de independência e liberdade e. de um sentimento íntimo de confiança na própria competência para lidar com o mundo. Segundo há a necessidade de ter esta competência reconhecida e apreciada pelos demais.
Por fim, vem a auto-realização, não como um estágio do organismo - como a fome a ser satisfeita por uma gratificação periódica - mas como um processo de ser humano, no qual o individuo luta para alcançar a extensão total da sua capacidade. Segundo ainda Maslow, as outras necessidades são caracterizadas por deficit, ao passo que a de auto-realização é de crescimento.
Embora exista a hierarquia, cada necessidade não precisa ser completamente satisfeita para que surja a necessidade mais elevada; pelo contrário, a maior parte dos membros de nossa sociedade se acha ao mesmo tempo parcialmente satisfeita e parcialmente insatisfeita, quanto as suas necessidades.
Atitudes, valores e motivação variam consideralvelmente de um indivíduo para outro, a despeito da semelhança biológica, variam sistemáticamente de uma cultura para outra e são manipuladas muito facilmente, controlando-se as experiências do indivíduo (propaganda).
Prof. Wagner Jardim - Palestrante, Professor e Escritor
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FATORES QUE INTERFEREM NA FORMAÇÃO DE VALORES E ATITUDES PELO PALESTRANTE PROF. WAGNER JARDIM

O processo de aquisição é complicado e controvertido, posso apresentar como fatores predominantes:
a- a personalidade do indivíduo e as predisposições que ele aplica em qualquer situação;
b- o processo de socialização, que pode ser considerado como processo pelo qual os indivíduos atingem as expectativas de papéis, valores e atitudes da sociedade, através das relações inter-pessoais, este processo esta limitado à criança, mas atinge toda a vida adulta;
c- a filiação a um grupo e o modo como isso afeta as atitudes e valores dentro e fora do grupo;
d- a classe social a que o indivíduo pertence.
A personalidade afeta a socialização, que por sua vez influi na filiação a um grupo, mas o inverso também é verdadeiro. o problema quanto à aprendizagem de valores é que ela se dá de maneira sútil, como decorrência das múltiplas modelações que a convivência social enseja; muitas vezes, só mais tarde, na vida adulta, é que a pessoa através de análises introspectivas e retrospectivas, percebe os valores que estão por trás de suas ações, construindo novas aprendizagens, agora sobre si mesma e, ampliando, de modo significativo, seu campo de compreensão do mundo.
Um dos fatores que interfere em nosso julgamento de valor é o preconceito.
O preconceito é um processo perceptivo no qual os objetos e as pessoas são julgadas antecipadamente, com base em informações bastantes pobres e limitadas.
Ter preconceito em relação ao gay, ao credo, ao negro implica, como qualquer outra atitude negativa, que uma pessoa esta predisposta a sentir, pensar e conduzir-se em relação a isso de forma negativa previsível, a discriminação ao gay, ao credo e ao negro, é o comportamento concreto resultante do preconceito.
O estereótipo é basicamente neutro; é um conceito excessivamente generalizado que se baseia em informação incompleta e ambígua; atribuímos certas características a um determinado grupo; ao encontrarmos qualquer de seus membros, esperamos que ele seja um típico desse grupo e compartilhe de todos os seus atríbutos.
Assim a minha opinião estereotipada sobre os italianos, de serem extrovertidos e musicais, de falarem alto e com as mãos, embora haja tantos italianos introvertidos e desafinados, de fala baixa e mansa.
Palestrante e Prof. Wagner Jardim
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