segunda-feira, 30 de março de 2009

IMAGEM DE EXERCÍCIO PARA O CÉREBRO CRIADO POR WAGNER JARDIM

Este exercício para o cérebro foi desenvolvido pelo Professor e Escritor Wagner Jardim, para auxiliar as crianças com dificuldades de aprendizagem.
O mesmo auxilia a criança a desenvolver suas atividades mentais e motoras das crianças com dificuldades.
Apliquei este exercício a várias crianças e os resultados foram mais significativos do que eu esperava.
O mesmo pode ser aplicado não só as crianças com dificuldades de aprendizagem e motoras, mas também as crianças tidas como normais.
O exercício foi aplicado de forma livre, como riscar sobre as linhas já traçadas.
Aplicado primeiramente o exercício para ser feito com a mão direita e depois com a mão esquerda.
A minha proposta nunca foi a de se ter uma cópia perfeita do exercício, mas sim aumentar a concentração, a memorização e a coordenação motora do aluno, "(na forma discontraída de um lúdico lazer, onde eu apenas acompanhava os esforços do alunos em conseguir um desenho mais bonito e perfeito por si mesmo, melhor do aquele a ele dado pelo professor)", o que foi atingido satisfatóriamente.
Além de proporcionar ao aluno uma diminuição do stress em sala de aula, aumentando assim o seu potencial de aprendizado.

Segue então dois modelos de exercícios utilizados:






PELO PROFESSOR E ESCRITOR WAGNER JARDIM - ALFABETIZAÇÃO E MÉTODOS



ALFABETIZAÇÃO E MÉTODOS

Alfabetização é o termo que usamos quando nos referimos à aprendizagem da leitura e da escrita.
Um indivíduo que sabe ler e escrever é considerado uma pessoa alfabetizada.

MÉTODOS DE ENSINO

São vários os métodos para se alfabetizar. Falaremos sobre os mais utilizados:
1- Métodos de alfabetização predominantemente sintéticos
2- Métodos de alfabetização predominantemente analíticos

MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO PREDOMINANTEMENTE SINTÉTICOS

São métodos que levam o aluno a combinar elementos isolados da língua: sons, letras e sílabas.
Os métodos predominantemente sintéticos podem ser:
• alfabéticos ou soletrativos
• silábicos
• fonéticos



Alfabéticos ou soletrativos
O aluno aprende:
• o nome das letras nas formas maiúscula, minúscula, manuscrita, etc.
• a seqüência do alfabeto.
• a combinar as letras entre si, formando sílabas e palavras.
Silábicos
O aluno aprende inicialmente a sílaba, a combinação entre elas e chega à palavra.
Fonéticos
O aluno aprende inicialmente os sons das letras isoladas e depois reúne em sílabas que formarão as palavras.

MÉTODOS PREDOMINANTEMENTE ANALÍTICOS

São métodos que levam o aluno a analisar um todo (palavra) para chegar às partes que o compõem.
Os métodos predominantemente analíticos podem ser:
• palavração
• sentenciação
• contos ou historietas
• natural

Palavração



O aluno aprende algumas palavras associadas às suas imagens visuais.
É usada a memória visual.
Depois que o aluno já reconhece algumas palavras, estas são divididas em sílabas para formar outras palavras.

Sentenciação

O aluno parte de uma frase que a turma está discutindo, visualiza e memoriza as palavras e depois analisa as sílabas para formar novas palavras.

Contos ou historietas

É uma ampliação do método de sentenciação.
O aluno parte de pequenas histórias para chegar às palavras, sílabas e com estas sílabas formar novas palavras.

Natural

O método natural parte de um pré-livro que contém registros de conversas da classe sobre determinado assunto.
É apresentado aos alunos aos poucos para a sua visualização.
Depois dessa fase, passa-se para a leitura sonorizada de cada sílaba da palavra.
A partir destas sílabas, o aluno forma novas palavras e novas frases.

CONTRIBUIÇÕES A PRÁTICA PEDAGÓGICA PELO ESCRITOR E PROFESSOR WAGNER JARDIM


CONTRIBUIÇÕES A PRATICA PEDAGÓGICA:

HIPÓTESES DE LEITURA

Hoje é possível saber que, assim como as hipóteses sobre como se escreve são contribuições originais das crianças, a distinção entre o que está escrito e o que se pode ler também resulta de uma elaboração do aprendiz.
Isso não significa que as informações recebidas tanto dentro como fora da escola deixem de ter um papel nesta construção, e sim que a compreensão de que se escreve, cada seguimento do que se fala, por exemplo, não é passível de transmissão direta nem é, como se pensava, evidente por si mesma.
Mas o que, de fato, saber sobre a distinção entre o que está escrito e que se pode ler elaborada pelo aprendiz contribui para a prática pedagógica?
As informações sobre as “hipóteses de leitura” indicam que:
1- As idéias dos alunos sobre o que está escrito e o que se pode ler evoluem de acordo com as oportunidades de contato com a escrita; portanto, promover variadas situações de leitura - em que os alunos participem de forma ativa, ou testemunhem atos de leitura e escrita como parte interessada- favorece a conquista da correspondência exaustiva entre os seguimentos do enunciado oral e os seguimentos gráficos.
2- Ler em voz alta uma oração ou um texto marcado oralmente de forma artificial as fronteiras de cada um dos seguimentos escritos, ou solicitar que os alunos pintem os espaços entre as palavras (como se eles tivessem dificuldades para perceber o “vazio” que separa graficamente as palavras) não garante sua compreensão de que tudo o que foi dito deve estar escrito, e escrito na mesma ordem emitida. As informações fornecidas pelo professor são processadas pelo aprendiz de acordo com suas próprias concepções. Em outras palavras: os alfabetizandos não possuem problemas de percepção quando não compreendem esse fato tão óbvio ao olhar alfabetizado - o de que tudo o que se diz deve estar escrito na mesma ordem da emissão. Mas a conceitualização que possuem ainda não dá conta da questão, e avançarão na medida em que tiverem oportunidade de participar em situações de aprendizagem que demandem refletir sobre o que deve estar escrito em cada “pedaço” dos textos.
3- Oferecer textos que os alunos conhecem de cor (par lendas, poesias, canções, quadrinhas etc.) e solicitar que acompanhem a leitura indicando com o dedo costuma ser uma boa situação para que possam reorganizar suas idéias sobre o que está escrito e o que se pode ler. Solicitar que localizem nesses textos determinados substantivos, adjetivos, verbos e até “partes pequenas” – artigos, preposições etc. - pode ser uma boa intervenção por parte do professor. Por exemplo, ao realizar uma atividade de leitura de uma quadrinha ou canção que as crianças sabem de cor, é interessante que, enquanto elas vão dando conta de localizar as palavras que acreditam estarem escritas, o professor vá propondo a localização de outras mais “difíceis”. Observe a quadrinha abaixo:

PIRULITO QUE BATE BATE
PIRULITO QUE JÁ BATEU
QUEM GOSTA DE MIM É ELA
QUEM GOSTA DELA SOU EU


Além de pedir para localizar “pirulito” e de perguntar com que letra começa ou termina, é possível propor inúmeras questões para os alunos pensarem. Pode-se notar que há inúmeras palavras repetidas. Para crianças que ainda não avançaram muito em direção á idéia de que tudo o que se lê precisa estar escrito, isso soa absurdo. Mas, como as dificuldades são de ordem conceitual, e não perceptual, salta-lhes aos olhos que existem vários “pedaços” idênticos. Mais precisamente cinco pares. Quatro se repetem na mesma posição, no verso seguinte e um (Bate) no mesmo verso. Apoiar o esforço dos alunos para descobrir o que está escrito em cada par e em cada um dos outros pedaços é a tarefa do professor. Lançando uma questão de cada vez, analisando as respostas para formular a seguinte e, dialogando, ir avançando com eles.
4- O trabalho com listas (de animais, brincadeiras preferidas, ajudantes da semana e etc.) também é adequado na fase inicial da alfabetização, pois além de ser um tipo de texto que vê de encontro à idéia das crianças de que só os nomes estão escritos, permite que elas, diante de uma situação de leitura de lista, antecipem o significado de cada item, guiadas pelo contexto (animais, brincadeiras, etc.) e, na situação de escrita de lista, concentrem na palavra e reflexão sobre quais letras usar, quantas usar, em que ordem usar.
5- Iniciar a alfabetização pelas vogais e palavras como “ovo, uva, pé, em lugar de facilitar, pode acabar dificultando a aprendizagem dos alunos. Essa escolha didática desconsidera que, no início de seu processo, os alfabetizandos acreditam que palavras com poucas letras não podem ser lidas. Portanto, centrar a fase inicial da alfabetização em atividades com esse tipo de palavras- tidas como fáceis- significa caminhar na contramão das idéias dos aprendizes.
6- O conhecimento das “hipóteses de leitura” não deve se transformar em um recurso para categorizar os alunos, mas sim estar a serviço de um planejamento de atividade que considere as representações dos alunos e atenda suas necessidades de aprendizagem.
7- É preciso cuidado para não confundir hipóteses de leitura com estratégias de leitura: são coisas diferentes. As idéias que as crianças têm a respeito do que está escrito e do que se pode ler, isto é, as hipóteses de leitura, são de natureza conceitual. Já as estratégias de leitura- antecipação, inferência, decodificação e verificação- são recursos que os leitores- todos, tanto os iniciantes como os competentes- usam para produzir sentido enquanto lêem um texto. São estratégias de natureza procedimental, o que significa que são constituídas e desenvolvidas em situações de uso.
8- É fundamental desfazer um equívoco generalizado. Muitos professores pensam que as conhecidas hipóteses de escrita- pré-silábica, silábica, alfabética- são também hipóteses de leitura. Não há fundamento para dizer que um aluno é, por exemplo, silábico na leitura. É importante que os professores compreendam que, quando um aluno escreve IOA e, solicitado a ler, aponta I (para PI), O (para PO), A (para CA), ele está explicando o que pensou enquanto escrevia. Está explicando sua hipótese de escrita. Está justificando sua escrita. O que poderíamos chamar de hipóteses de leitura são as soluções que o aluno produz quando solicitado a interpretar um texto escrito por outra pessoa, como é possível observar no programa. O que está escrito e o que se pode ler.

IMPEDINDO A APRENDIZAGEM DA LEITURA


IMPEDINDO A APRENDIZAGEM DA LEITURA

Regras que Professores e Pais NÃO deviam seguir:
1 – Esperar um domínio precoce das regras de leitura.
2 – Garantir que as regras de fonologia sejam aprendidas e usadas.
3- Ensinar letras e palavras uma de cada vez, tendo a certeza de que uma foi aprendida antes de passar para a seguinte.
4 – Fazer a leitura perfeita de cada palavra o seu objetivo principal.
5- Não estimular a adivinhação; insistir para que as crianças leiam cuidadosamente.
6-Insistir na precisão o tempo todo.
7- Corrigirmos erros imediatamente.
8- Identificar e tratar os leitores problemáticos o mais cedo possível.
9- Usar cada oportunidade durante o ensino de leitura para melhorar a ortografia e a expressão escrita e insistir também para que falem a língua da maneira mais correta possível.

HABILIDADE COM A LEITURA E A ESCRITA POR WAGNER JARDIM - PROFESSOR, ESCRITOR E PALESTRANTE


HABILIDADE COM A LEITURA E A ESCRITA

O conceito de letramento, muito divulgado no Brasil, nas pesquisas da área de educação, deixou de lado o contraste entre pessoas que sabem e que não sabem ler.
O letramento considera graus de intimidade do indivíduo com materiais de escrita e de leitura.
Para não assustar ninguém, é bom deixar claro que o letramento é algo que está em nosso dia-a-dia.
Nada mais é do que parte de nossa necessidade diária de ação pela linguagem, especialmente lendo e escrevendo.
Quando alguém sabe ler, mas não consegue compreender sequer textos curtos, essa pessoa pode ser alfabetizada, mas tem um nível de letramento muito baixo.
Esse nível pode aumentar à medida que o indivíduo aprende a lidar com mais e diferentes materiais de leitura e de escrita.
Quanto mais textos alguém é capaz de ler e entender, mais letrado é.
Assim também funciona com a escrita.
Quanto mais material escrito alguém é capaz de produzir, mais letramento tem.
E não adianta produzir apenas em quantidade.
É preciso ampliar o leque de possibilidades, ou seja, ler muitas coisas diferentes e saber o que fazer com elas.
Por exemplo: você é capaz de ler bem uma tirinha?
Sabe lidar com o texto do rótulo de uma lata de ervilhas?
Consegue produzir um bom bilhete para um familiar?
Pode se mover na cidade lendo as placas de rua?
Sabe como procurar informações numa bula de remédio?
Então você tem letramento suficiente para o dia-a-dia. O caixa eletrônico do banco é mais uma possibilidade de letramento.
Já que está numa máquina, ficou sendo chamado de letramento digital.
As pessoas que entraram nesse tipo de letramento podem atuar na linguagem por meio da leitura e da escrita de textos produzidos no e para o computador, estejam eles na internet ou nos programas de produção e leitura de material textual.
Uma instituição de ensino é a responsável, em grande medida, pelo aumento do letramento das pessoas.
É lá que o indivíduo deixa de ler e escrever apenas os textos do dia-a-dia e passa a ter contato com materiais elaborados de maneira diferente às vezes mais complexo e menos comuns no cotidiano.
Na escola, aprendemos a escrever as famosas dissertações.
Na faculdade, chovem os resumos, as resenhas e as tenebrosas monografias.
Os artigos científicos tornam-se a leitura predileta de quem resolve se especializar na carreira.
E, mais tarde, para quem se aprofunda, chegam às dissertações e teses.
A leitura literária faz parte da ampliação do letramento.
Tudo isso faz aumentar, também, a quantidade e a qualidade das informações na nossa memória, ou seja, nossa bagagem cultural. Isso é letramento.
E quando alguém também domina os textos feitos na e para a tela do computador, isso é letramento digital.
Quando o indivíduo entra numa agência bancária e não consegue lidar com as orientações escritas na máquina, é preciso introduzi-lo nessa nova possibilidade de leitura.
As escolas há vários anos, têm oferecido computadores e laboratórios de informática aos alunos para que todos tenham acesso às novas maneiras de ler e escrever.
No entanto, nem sempre apenas as máquinas bastam.
É preciso que o professor planeje uma nova maneira de dar aulas, um novo jeito de ensinar, com novas tecnologias.
Isso é aumentar o letramento e entrar no mundo das possibilidades digitais.

OS NÍVEIS DA ALFABETIZAÇÃO PELO PALESTRANTE, PROFESSOR E ESCRITOR WAGNER JARDIM:


OS NÍVEIS DA ALFABETIZAÇÃO:


PRIMEIRO NÍVEL → PRÉ-SILÁBICO I

Nesse nível o aluno pensa que se escreve com desenhos.
As letras não querem dizer nada para ele.
A professora pede que ele escreva “bola”, por exemplo, e ele desenha uma bola.

SEGUNDO NÍVEL → PRÉ-SILÁBICO II

O aluno já sabe que não se escreve com desenhos.
Ele já usa ou, se, se não conhece nenhuma, usa algum tipo de sinal ou rabisco que lembre letras.
Nesse nível o aluno nem desconfia que as letras possam ter qualquer relação com os sons da fala. Ele só sabe que se escreve com símbolos, mas não relaciona tais símbolos com a expressão oral.
Acredita que as coisas grandes devem ter nomes com muitas letras e coisas pequenas devem ter nomes com poucas letras.
Pensa que para que uma escrita possa ser lida deve ter pelo menos três símbolos.
Caso contrário, para ele, “Não é palavra, é pura letra”.

PARA O ALUNO PRÉ-SILÁBICO

Associar palavras e objetos;
Memorizar palavras globalmente;
Analisar palavras quanto ao número de letras, inicial e final;
Distinguir letras e números;
Reconhecer as letras do alfabeto (cursiva e bastão);
Familiarizar-se com os aspectos sonoros das letras através das iniciais de palavras significativas;
Relacionar discurso oral e texto escrito;
Distinguir imagem de escrita;
Observar a orientação espacial dos textos;
Produzir textos pré-silabicamente;
Ouvir e compreender histórias;
Identificar letras e palavras em textos de conteúdo conhecido.

TERCEIRO NÍVEL → SILÁBICO

O aluno descobriu que as letras representam os sons da fala, mas pensa que cada letra é uma sílaba oral. Se alguém lhe pergunta quantas letras é preciso para escrever “cabeça”, por exemplo, ele repete a palavra para si mesmo, devagar, contanto as sílabas orais e responde com sua certeza: três, uma para “ca”, uma para “be” e uma para “ça”.

PARA O ALUNO SILÁBICO

Reconhecer a primeira letra das palavras no contexto da sílaba inicial;
Comparar palavras memorizadas globalmente com a hipótese silábica;
Contar o número de letra das palavras;
Desmembrar oralmente as palavras em suas sílabas;
Reconhecer o som das letras pela análise da primeira sílaba das palavras;
Reconhecer a forma e as posições dos dois tipos de letras: cursiva e maiúscula;
Identificar palavras em textos de conteúdo conhecido (qualquer tipo de palavra);
Produzir textos silabicamente;
Ouvir e compreender histórias;
Completar palavras com as letras que faltam (observando que o número de letras presentes exceda sempre o número de sílabas da palavra).

QUARTO NÍVEL → ALFABÉTICO

O aluno compreendeu como se escreve usando as letras do alfabeto, descobriu que cada letra representa um som da fala e que é preciso juntá-las de um jeito que formem sílabas de palavras de nossa língua.

PARA O ALUNO ALFABÉTICO

Compor palavras com sílabas;
Decompor palavras em suas sílabas;
Produzir textos alfabeticamente;
Ler textos de seu nível;
Completar palavras com as sílabas que faltam;
Observar a segmentação entre as palavras no texto;
Observar os sinais de pontuação;
Ouvir e compreender histórias;
Completar textos com palavras;
Construir frases com palavras dadas.

POSSO ALFABETIZAR MINHA TURMA?

POSSO ALFABETIZAR MINHA TURMA?


Por WAGNER JARDIM, PROFESSOR, ESCRITOR

Sim, desde que a aprendizagem não seja uma tortura.
Participar de aulas que despertem a curiosidade e envolvam brincadeiras e desafios nunca será algo cansativo.
Em turmas que têm acesso à cultura escrita, a alfabetização ocorre mais facilmente. Por observar os adultos, ouvir historinhas contadas pelos pais e brincar de ler e escrever, algumas crianças chegam à SALA DE AULA em fases avançadas, OUTRAS NÃO.
Por isso, oferecer acesso ao mundo escrito desde cedo é uma forma de amenizar as diferenças sociais e econômicas que abrem um abismo entre a qualidade da escolarização de crianças ricas e pobres.
Canções, poesias e par lendas são úteis para se chegar à incrível mágica de fazer a criança ler sem saber ler.
Quando ela decora uma cantiga, pode acompanhar com o dedinho as letras que formam as estrofes. Conhecendo o que está escrito, resta descobrir como isso foi feito.
Se o aluno sabe que o título é Atirei o Pau no Gato, ele tenta ler e verificar o que está escrito com base no que sabe sobre as letras e as palavras - sempre acompanhado pelo professor.
O leitor eficiente só inicia a leitura depois de observar o texto, sua forma, seu portador (revista, jornal, livro etc.) e as figuras que o acompanham e imaginar o tema.
Pense que você nunca viu um jornal em alemão.
Mesmo sem saber decifrar as palavras, é possível "ler".
Se há uma foto de dois carros batidos, por exemplo, deduz-se que a reportagem é sobre um acidente.
Ao mostrar vários gêneros, você permite à criança conhecer os aspectos de cada um e as pistas que trazem sobre o conteúdo.
Assim, ela é capaz de antecipar o que virá no texto, contribuindo para a qualidade da leitura.